domingo, novembro 12, 2006

 

Errar é humano; insistir no erro é burrice


 



Como era de se esperar, foi só o Galo subir pra Série A que seu presidente incompetente, corrupto, inepto e desastrado resolveu reaparecer, propondo sua reeleição por mais 3 anos. Quer levar os méritos por essa "conquista" que, como qualquer portador de meio cérebro sabe, é apenas uma correção tardia de uma imensa cagada, que foi o rebaixamento do time em 2005 por ação e inação dessa mesmíssima diretoria.

Agora quer o título. Depois de 6 anos sem nada, o torcedor atleticano é iludido a pensar que um troféu da Série B do Brasileiro vale alguma coisa.

Penso que, de tudo de ruim que aconteceu ao Galo desde que esse maldito senhor assumiu a presidência do clube em 2002, o pior é ver o Atlético Mineiro se apequenar, se mediocrizar. Me lembro de um jogo do Mineiro de 2005, contra o Valério no Mineirão, em que o Galo perdeu e saiu reclamando da arbitragem. Ou na elaboração da tabela do Mineiro deste ano, em que o Sérgio Coelho reclamou da tabela. Ou na transformação do time em peneira de empresários, tipo Juan Figger, principalmente de 2004 pra cá, quando um caminhão de jogadores passou e deixou o Atlético exibindo péssimo futebol enquanto mamavam nas tetas magras do alvi-negro.

Reeleger Ricardo Guimarães é coroar a mediocridade, é achar que só o fato de figurar na Série A sem cair já é o bastante, é achar que o Galo, mesmo com a mais presente torcida de Minas, não é auto-sustentável e depende do dinheiro sujo de um banqueiro para "bancar" suas despesas.

Sinceramente, se eu soubesse que ia ser assim, teria feito como os comunas fizeram na Copa de 1970: teria torcido contra. É melhor mais 1 ano de Série B, do que 3 com Ricardo Guimarães/Ziza Valadares/Kalil e cia. limitada.

E a imprensa esportiva mineira, como sempre, curva-se até aparecer o cofrinho, ou um pouco mais. Vide este manifesto, certamente escrito por um Jaeci Carvalho da vida, defendendo a reeleição de Ricardo Guimarães. É bom que, assim, o Estado de Minas garante a verba publicitária do banco dele, e daquele carequinha que vivia passeando em Brasília...

 

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domingo, outubro 15, 2006

 

Bolsa-Torcida


 

Depois da (suada) vitória do Atlético Mineiro contra o Brasiliense na rodada passada, a diretoria do clube anunciou que iria disponibilizar ônibus e até ingressos para a partida seguinte, contra o Santo André, no ABC Paulista, para que a torcida atleticana pudesse também estar presente aos normalmente pacatos domínios do adversário.

Ficou a cargo das torcidas organizadas, em especial a Galoucura - que anda de beijos e abraços com a gestão de Ricardo Guimarães - selecionar a dedo os torcedores que iam viajar às custas do mirrado dinheiro do Galo.

Detalhe: ao final deste ano, haverá eleições para Presidente do clube. Advinha quem a Galoucura e as organizadas que viajaram de graça vão apoiar?

Gozado que eu não vi ninguém, NINGUÉM da imprensa mineira, denunciando esta suspeita "generosidade" da diretoria atleticana às vésperas das eleições. Preferiram participar do "oba-oba" que acompanha a subida do time à Série A.

O pior é que, até alguns anos atrás, a Galoucura permanecia como uma das únicas torcidas uniformizadas idependentes do País, no sentido de não precisar de apoio ou benesses da diretoria ou grupos de conselheiros do clube. A Galoucura se sustentava apenas com merchandising - venda de camisas, bonés, etc. Hoje, ela foi reduzida a uma espécie de "braço armado" da atual diretoria do clube. Resta saber qual será sua atitude caso os ventos mudem na diretoria do Alvi-Negro.

 

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quinta-feira, outubro 12, 2006

 

 

Atletico-MG 2x3 Flamengo (Copa União 1987)


Limpando (um pouco) a poeira por aqui.

Este é um dos primeiros jogos que eu me lembro de ter assistido (tinha 7 anos). E a primeira de muitas decepções com meu lazarento Galo.

Reparem no pênalti escandaloso que o zagueiro do Galo comete no segundo tempo (quando ainda estava 2 a 0), um carrinho por trás, que o juizão deixou passar. Destas coisas os atleticanos não lembram. Já quando é do lado de lá...

 

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segunda-feira, agosto 14, 2006

 

Quer saber o passado dos candidatos à Câmara dos Deputados?


 

http://perfil.transparencia.org.br/

 

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Homem de Esquerda


 


Por Frei Betto

Houvesse uma fábrica de produtos lúdicos destinados ao mercado político, talvez "Onde está Wally?" ganhasse a versão "Onde está a esquerda?" Uma parcela da esquerda sente-se vexada porque não é tão ética quanto propala; outra, porque o socialismo faliu, exceto em Cuba. Na Coréia do Norte predomina um regime totalitário e, na China, o capitalismo de Estado.

As carpideiras da falência do socialismo não se perguntam por suas causas nem denunciam o fracasso do capitalismo para os 2/3 da humanidade que, segundo a ONU, vivem abaixo da linha da pobreza. Assim, abraçam o neoliberalismo sem culpa. E o adornam com o eufemismo de "democracia", embora ele acentue a desigualdade mundial e negue valores e direitos humanos cultuando a idolatria do dinheiro e das armas.

O que é ser de esquerda? Todos os conceitos acadêmicos – ideológicos, partidários e doutrinários – são palavras ocas frente à definição de que ser de esquerda é defender o direito dos pobres, ainda que aparentemente eles não tenham razão. Por isso causa arrepio ver quem se diz de esquerda aliar-se à direita.

Fidel é um homem de esquerda. Não fez, entre 1956 e 1959, uma revolução para implantar o socialismo. Motivou-o livrar Cuba da ditadura de Batista, resgatar a independência do país e libertar o povo da miséria. Em visita aos EUA logo após a tomada do poder, foi ovacionado nas avenidas de Nova York.

A elite cubana resistiu a ceder os anéis para que toda a população tivesse dedos. Apoiada pela Casa Branca, instaurou o terror, empenhada em deter as reformas agrária e urbana e a campanha nacional de alfabetização. Kennedy, festejado como baluarte da democracia, enviou 10 mil mercenários para invadir Cuba pela Baía dos Porcos, em 1961. Foram derrotados. E a Revolução, para se defender, não teve alternativa senão aliar-se à União Soviética.

Cuba é o único país da América Latina que logrou universalizar a justiça social. Toda a população de 11 milhões de habitantes goza dos direitos de acesso gratuito à saúde e à educação, o que mereceu elogios do papa João Paulo II em sua viagem à Ilha, em 1998.

Seria o paraíso? Para quem vive na miséria em nossos países – e são tantos – a cidadania dos cubanos é invejável. Para quem é classe média, Cuba é o purgatório; para quem é rico, o inferno. Só suporta viver na Ilha quem tem consciência solidária e sabe pensar em si pela ótica dos direitos coletivos. Ou alguém conhece um cubano que deu as costas à Revolução para, em outra parte do mundo, defender os pobres?

No trajeto do aeroporto de Havana ao centro da cidade há um outdoor com o retrato de uma criança sorrindo e a frase: "Esta noite 200 milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana."Algum outro país do Continente merece semelhante cartaz à porta de entrada?

A simples menção da palavra Cuba provoca arrepios nos espíritos reacionários. Cobram da Ilha democracia, como se isso que predomina em nossos países – corrupção, nepotismo, malversação – fosse modelo de alguma coisa. Ora, por que não exigem que, primeiro, o governo dos EUA deixe de profanar o direito internacional e suspenda o bloqueio e feche seu campo de concentração em Guantánamo?

Protesta-se contra os fuzilamentos da Revolução, e faço coro, pois sou contrário à pena de morte. Mas cadê os protestos contra a pena de morte nos EUA e o fuzilamento sumário praticado no Brasil por policiais militares?

Cuba é, hoje, o país com maior número de médicos e bailarinos de balé clássico por habitante. E desenvolve um programa para atender, nos próximos 10 anos, 6 milhões de latino- americanos com deficiência visual – gratuitamente.

Fidel está recolhido ao hospital. O que acontecerá quando morrer, ele que sobrevive a uma dezena de presidentes dos EUA e a 47 anos de esforços terroristas da CIA para eliminá-lo? O bom humor dos cubanos tem a resposta na ponta da língua: "Como pessoas civilizadas, primeiro trataremos de enterrar o Comandante."Mas será que o socialismo descerá à tumba com o seu caixão?

Tudo indica que Cuba prepara-se para o período pós-Fidel. O que não significa que, como esperam os cubanos de Miami, isso ocorrerá em breve. Em novembro, na Universidade de Havana, o líder revolucionário advertiu que a Revolução pode ser vítima de seus próprios erros e deixou no ar uma indagação: "Quando os veteranos desaparecerem, o que fazer e como fazer?"

Às vésperas de seu aniversário, a 13 de agosto, Fidel já começa a expressar seu testamento politico. A maioria dos membros do Birô Político do Partido Comunista tem de 40 a 50 anos, e cada vez mais jovens são chamados a ocupar funções estratégicas. Como 70% da população nasceu no período revolucionário, não há indícios de anseio popular pela volta ao capitalismo. Cuba não quer como futuro o presente de tantas nações latino-americanas, onde a opulência convive com o narcotráfico, a miséria, o desemprego e o sucateamento da saúde e da educação.

Feliz idade e pronta recuperação, Comandante.

Frei Betto é escritor, autor de A mosca azul - reflexão sobre o poder (Rocco), entre outros livros.

 

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Globo exibe vídeo do PCC para libertar repórter


 



Assino embaixo de uma resposta dada por Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus, uma vez perguntado se o Brasil vivia uma guerra civil: "quando a população excluída sair do morro e descer para quebrar o pau de vez na Zona Sul, aí sim é que nós estaremos em Guerra Civil".

Pois é, a organização criminosa Primeiro Comando da Capital começa a dar os primeiros passos para o apocalipse.

 

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quarta-feira, agosto 09, 2006

 

 

Rogério Ceni discutindo com jornalista no ar


No programa Arena do SporTV, a jornalista Milly Lacombe acusou o goleiro Rogério Ceni de ter falsificado uma assinatura para forçar sua transferência do São Paulo para o Arsenal, em 2001.

Pouco depois, o próprio Rogério ligou pro programa e esculhambou a jornalista, que teve que voltar atrás e tentar desmentir o que havia dito. Rogério Ceni deu a entender que vai rolar processo por calúnia e difamação.

O goleiro se comportou de maneira correta e inteligente diante de imprensa anti-ética. Recusou os convites-armadilhas do Cléber Machado e da Milly de "se explicar", afinal, quem faz a acusação é quem tem que provar.

Que fique a lição para todos os jornalistas que gostam de acusar e difamar sem provas, e a dica para todos que caírem vítimas desse tipo de jornalismo.

 

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sexta-feira, agosto 04, 2006

 

MTV BRASIL NAS ELEIÇÕES !


 



Uma pequena vinheta de 47 segundos veiculada pelo canal de música MTV está causando alvoroço nas hostes governistas e na oposição de direita. Intitulada “MTV Pacto Eleições 2006”, a animação é um petardo certeiro contra a hipocrisia do governo Lula e sua falsa oposição.

A vinheta critica a polarização eleitoral entre um governo “sujo pela corrupção” e uma “oposição que pensa que todo mundo é idiota e não se lembra do que fizeram quando estavam no governo”. De forma criativa, a animação relaciona a corrupção do congresso com a recente crise da violência urbana em São Paulo. Ao final, a MTV dá uma dica para enfrentar a propaganda marqueteira dessas eleições: “Prepare seu saco, os ovos e tomates”.

Antes confinada à restrita programação do canal, a vinheta ganhou o debate público quando o prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, do PFL, denunciou a inserção como sendo “propaganda pelo voto nulo”. Imediatamente, membros do governo e suas entidades, como a UNE e Ubes, vieram a público criticar a suposta apologia ao voto nulo. Até mesmo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de Mello, atacou a emissora.

Em resposta, a MTV afirmou o seguinte em seu blog “Pacto MTV”: “O que dizer? A campanha acertou na mosca!!! Qualquer sujeito razoavelmente ético deve ser contra politiqueiros e iludidos! Não confie em quem está encastelado em velhas estruturas de poder que estão corrompidas por dentro e não se remendam! É uma atitude POLITICA. Em nenhum momento a MTV defendeu o voto nulo. Votar é bom mas só faz sentido se for para derrubar essa gente de seu castelo!! Se os partidos vierem com papo-furado e campanhas marqueteiras PREPARE O SEU SACO, OS OVOS E OS TOMATES!!”

*Artigo retirado do site do PSTU. Veja o vídeo em www.pstu.org.br

 

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quarta-feira, agosto 02, 2006

 

 

Blog me revolta!


Fonte: http://www.malvados.com.br/

 

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Eleições 1989


 

Siguinti: aperta play, e pause... espera a barra completar até o fim, que o vídeo está carregando. Depois da play de novo




Em 1989, eram 23 os candidatos à presidência da República e ali concorreram figuras carimbadas, algumas quase míticas, outras bizarras que já sumiram no tempo.Lula concorria pelo PT, Maluf pelo extinto PDS (depois PPB e hoje PP), Brizola pelo PDT, Covas pelo recém-criado PSDB, Ulysses pelo PMDB, Roberto Freire pelo PCB, Aureliano Chaves pelo PFL, Ronaldo Caiado pelo PSD e, claro, o vencedor Fernando Collor pelo PRN. Figuras caricatas como Marronzinho, Afonso Camargo (o homem do vale-transporte), Antonio Pedreira e o estreante Éneas também marcaram presença.

Mas um ficou ainda mais notável durante os poucos dias em que conseguiu ser candidato, antes de sua impugnação pela Justiça Eleitoral. O apresentador Silvio Santos entrou no lugar de Armando Côrrea (PMB) e tentou, durante os poucos dias em que esteve na disputa, "conscientizar" a população de que votando no número 26 na cédula - já impressa com o nome de Côrrea - estaria votando em Silvio Santos.

Ah! Que saudades do Brizola, que nunca virou paz e amor e que quebrava o pau mesmo!

 

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Copiado do Blog Cocadaboa, um dos mais visitados na net


 

"10 dicas para você ter um dos "blogs mais quentes" da Internet brasileira
31/07/06 -
Atualizar todos os dias? Visual bonito? Ser original? Responder comentários? Falar sobre temas atuais?
Essas dicas que 9 entre 10 matérias sobre blogs dão nunca vão te levar a lugar nenhum. Se você quer ter 135 mil leitores por dia (como o Cocadaboa) e virar uma referência, basta seguir estes 10 passos:

- Organize seu conteúdo de uma maneira que os imbecis que não têm blog consigam ler facilmente, como uma lista de "10 melhores (ou 10 piores)", por exemplo.

- Sempre que for dar uma estatística sobre o seu blog, multiplique-a por 9. Antigamente o coeficiente de multiplicação era 3, mas os repórteres ficaram espertos de uns tempos pra cá e passaram a dividir todos os números que recebem por 3.

- Organize seu conteúdo de uma maneira que os imbecis que têm blog mas não têm assunto consigam copiar facilmente, como uma lista de "10 melhores" ou "10 piores", por exemplo.

- Um nome como "Blog do Fulano" não é interessante. Como os livros, blogs são julgados pelos títulos. Descole um título maneiro como "Vai Trabalhar, Vagabundo", ou "Meu Cérebro Dói" que as pessoas (e os jornalistas também) vão transpor toda a originalidade contida nele para os seus posts medíocres.
Ps. O "Vai Trabalhar, Vagabundo" e o "Meu Cérebro Dói", não correspondem completamente a este exemplo. Apesar de terem nomes maneiros, o seu conteúdo não é nem um pouco medíocre. Chico Barney e Paulo Torres são gênios.

- Linkar para outros blogs para receber links não é suficiente! Para garantir que vai receber um link de volta, sempre diga que os blogueiros que você está linkando são geniais. Aí sim, eles vão falar do seu blog para que os leitores deles (família e amigos próximos) vejam que há alguém no mundo que os acha geniais (e não imprestáveis que passam o dia em frente ao computador).

- Escreva sobre tudo, mas tenha um tema recorrente. Assim você poderá ser lembrado como "aquele cara que tem um blog e sempre escreve umas listas legais de 10 melhores (ou 10 piores)".

- Pouco importa o que os outros acham de você. Pouco importa o que você acha do mundo. Na internet, tudo se resume ao o que os outros querem achar. Em pouco tempo, mais da metade das 135 mil visitas que você receberá virão de pesquisas via Google (e pouco importa que sejam visitas de pessoas que não fazem a menor idéia do que é um blog, chame-os sempre de "leitores"). Então escreva sobre coisas que os outros querem achar naquele momento. Mesmo que você não saiba nada sobre Chuck Norris ou não tenha a mínima idéia de qual seja o nome do filme da Bruna Surfistinha.

- Evite intermediários. Descubra de onde o blogueiro que você acha genial copia os links legais ou os furos de reportagem e passe a copiar direto da fonte.

- Nas suas listas de 10 melhores (ou 10 piores), brinque com o formato. Uma lista de 10 melhores (ou 10 piores) com apenas 9 itens, por exemplo, mostra para os seus leitores o quanto você é descolado e original, não seguindo os padrões caretas da sociedade. Sem falar que você pode ser lembrado como "aquele cara que tem um blog e sempre escreve umas listas legais de 10 melhores (ou 10 piores), mas que as vezes põe só 9 itens".

Mr Manson


Negócio é o siguinti: já que ninguém comenta nada, ninguém visita essa mambaia, agora eu também falo de tudo!

 

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terça-feira, agosto 01, 2006

 

Veja e sinta a emoção


 




Sábado, 29 de julho. Mineirão. Brasileiro Série B. Atlético Mineiro X Portuguesa. Público pagante, 27.673. Presentes: 29.542

O alvinegro saiu perdendo na etapa inicial, mas, com determinação e força de vontade, superou erros e o nervosismo para fazer 2 a 1 sobre a Portuguesa.

Detalhes, o gol de empate saiu aos 39 min. do segundo tempo e o da virada... o da virada, aos 50 minutos. Isso porque aos 43 o goleiro da Portuguesa foi expulso, e sem poder fazer mais substituições, o jogador Santiago foi pro gol.

E mesmo assim, só aos 50 min. o Galo conseguiu fazer um gol em um gol praticamente sem goleiro.

Tem coisas que só acontecem com o Clube Atlético Mineiro. Veja e sinta a emoção da torcida no segundo gol.

 

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Então vamos pro pau! 3


 

Como se queimar em 1 minuto

Sem comentários.

 

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Então vamos pro pau! 2


 

José Datena e Márcio Guedes X Eurico Miranda


O pior é que o safado do Eurico se dá bem.

Mas como diria meu amigo Nikolas, só no Brasil mesmo para esses safados grã-fino de colarinho branco ganharem processos de injúria e difamação.

O jornalista acusa, a justiça absolve.

 

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segunda-feira, julho 31, 2006

 

Então vamos pro pau!


 

Cajuru X Boxeador


Depois de mirc, orkut, msn, blog, ou seja, coisas boas e ruins, não é que inventaram o sensacinal YouTube.

Inaugurando a série "Então vamos pro pau!", esse é um vídeo em que Cajuru, então na Bandeirantes, tem como convidado um boxeador.

O louco é que vi isso tudo ao vivo, mas logo que o embróglio começou, o Programa saiu do ar e começaram os comerciais.

Aqui não, o vídeo está na íntegra.

 

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domingo, julho 30, 2006

 

 

Campeonato Brasileiro 1994 - Atlético 3x2 Corinthians


Saudosos tempos em que o Atlético "morria na praia". Três gols do então promissor "Reinaldinho".

Reparem a narração do Gagá Bueno. Parece que tá narrando um jogo do Corinthians pela Libertadores contra um time argentino.

 

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Alarme Falso


 

Um cinegrafista tã-tã da Rede Minas viu o Alexandre Kalil caído num dos túneis do Mineirão e foi falar na Itatiaia que o Presidente do Conselho Deliberativo do Atlético tinha sido "agredido por torcedores imbecis" e estava caído, inerte, precisando de socorro.

Minutos depois a própria Itatiaia desfez o engano: não foi surra não. O Kalil caiu sozinho. Foi a emoção do gol no finalzinho, disseram. Sei...

Dessa "emoção" aí eu quero uma bem gelada...

 

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sexta-feira, julho 14, 2006

 

De volta à realidade


 

Bem, é hora de esquecer o Zidane, o Zambrotta, o Luís Figo e o Schweisteiger (será que eu acertei?) e voltar à nossa realidade: Bilu, Marinho, Rafael Miranda e Ari.

É hora de aterrisar e lembrar de Ricardo Guimarães e Ziza Valadares, fantasmas malditos que insistem em nos atormentar.

E, se na Copa do Mundo, nos portamos com indiferença perante a disputa entre "Les Bleus" e "L'Azzurra" pelo caneco, cá na Pindorama nos desesperamos ao ver outro time de azul caminhando a passos largos para o título, enquanto aspiramos por voltar a ter uma chance de ao menos participar da elite.

Como diria aquela cantora dos anos 80 cujo nome esqueci (acho que era a Rossana): "Não está sendo fácil!"

 

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terça-feira, julho 11, 2006

 

Fernando Vanucci doidão


 

Depois de muita bebedeira estamos de volta. Ou seria re-volta? Copa do Mundo é o cara de alho! Meu nome é Campeonato Brasileiro.

Só pra terminar o assunto de Copa, dá uma olhada no vídeo do Fernando Vanucci apresentando bebaço o Programa "Bola na Rede" na RedeTV neste último domingo.

Hilário! Muito bom mesmo.

http://www.youtube.com/watch?v=TfTvOGmu__4&mode=related&search=

 

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sábado, julho 01, 2006

 

Pelo menos este Galo ganha!


 

 

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sexta-feira, junho 30, 2006

 

O que que eu vou falar pros meu filhinhos?


 

O que que eu vou falar pros meu filhinhos quando eles me perguntarem quem são os maiores artilheiros das Copas? Meu filhinho, senta aqui que eu vou tentar te explicar:

O brasileiro Ronaldo até agora fez 15 gols nas Copas de 1998, 2002 e 2006.
O alemão Gerd Muller fez 14 gols nas Copas de 1970 e 1974.
O francês Just Fontaine fez 13 gols apenas na Copa de 1958.
O brasileiro Pelé jogou as Copas de 1958, 62, 66 e 70 e fez 12 gols.
...
A lista continua e em alguma hora chega em:
...
O horrendo, horripilante, horrível, horrorífico, horroroso, medonho, pavoroso, péssimo, sinistro, terrível atacante alemão Miroslav Klose com 5 gols foi vice-artilheiro da Copa de 2002. Na Copa de 2006, até o momento, fez 5 gols, completando 10 gols . Mesmo se não marcar mais gols nesta Copa, Klose que hoje tem 28 anos, se disputar o próximo mundial terá a chance de empatar ou passar na artilharia das Copas do Mundo o maior jogador de todos os tempos, Pelé que fez 12 gols.

E aí? Aí, num tem jeito! O que que eu vou falar pros meu filhinhos?

 

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Putz, acho q vim de outro planeta!


 

Na era do marketing, do consumismo, da TV, da transmissão até de treino de Seleção, e de mais alguma coisa, não vejo explicação para ficarmos ainda discutindo o Brasil "jogou bem"; "não, jogou mal, mas ganhou"; "acho q o Ronaldo tá gordo"; "ahh! O Gaúcho num joga como no Barcelona".

Pergunto a todos, quem foi a alma viva que questionou os garotos-propagandas e seu Quadrado Mágico (parece até os super-heróis Quarteto Fantástico!) antes da Copa? Ninguém! Alguém questionou quando o Parreira assumiu a seleção em 2003? Ninguém! Quer dizer, o resto é o resto. Não tem novidade. Parreira = burocracia. Propaganda = ilusão. Quadrado Mágico = história em quadrinhos.

Não adianta ficarmos aqui vislumbrando atuações mágicas de um futebol que não existe mais, pelo menos em Seleção. E mesmo que o grande Tostão antes da Copa acreditasse na consagração desta geração, conquistando a Copa de 2006 de forma magnífica, creio que nunca Tusta, esta geração se igualaria à geração do Tri.

Na era do marketing, do consumismo, da TV, da transmissão de treino de Seleção, e de mais alguma coisa, apesar de todo mundo querer achar encantamento, encanto, magia, e mais, ingenuidade, inocência, pureza, simplicidade em tudo nos nossos tempos, realmente essas qualidades são cada vez mais difíceis de encontrar. Ainda mais em Seleção Brasileira.


PS1.: Ah esqueci! Talvez nas inúmeras propagandas malabaristas a gente ainda ache!
PS2.: Não, não!!! Eu não considero a vitória contra os reservas da Argentina na Copa das Confederações do ano passado como um resquício de bom futebol. De jeito nenhum! Não acredito em bobagens!

 

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segunda-feira, junho 19, 2006

 

O lado bom da história


 

Vou insistir nisso. Sei que muitos vão dizer que é chover no molhado, mas não dá para ficar calado ao assistir o Jornal Nacional da rede que tem o monopólio de transmissão dos jogos da Seleção Brasileira para TV aberta. É piada a capacidade da Rede Globo em exaltar a seleção, mesmo com a bolinha murcha jogada pelo quadrado “não sei se tão mágico” nesse domingo comparável até ao futebol jogado na Oceania.

Antes de escrever, só para garantir, passei os olhos em alguns de sites especializados e dos jornais diários brasileiros. A grande maioria foi sensata em analisar que o Brasil jogou novamente mal e que foi muita cagada o gol do predestinado Fred, que só não rendeu mais matérias para imprensa hoje que o improvável, mas sonhado gol do ex-fenômeno Ronaldo. O Brasil jogou aos trancos e barrancos e, em certos momentos, chegou a tomar sufoco dos chamados socceroos. Os australianos bem que poderiam repetir a virada fenomenal em cima do Japão, faltando 10 minutos para o fim do jogo.

Contudo, entretanto, todavia, porém, o telejornal mais visto na televisão brasileira insiste em passar o lado bom da história, a versão bonita, a alegria do povo. Só para resumir em dois exemplos, a primeira reportagem falava sobre os não sei quantos minutos que o Brasil está sem tomar gols na Copa. A outra louva o Brasil por bater o recorde de vitórias ao ganhar da Austrália nesse domingo. Pela primeira vez, uma seleção consegue vencer oito partidas seguidas em Mundiais.

Qualquer jornalistinha de araque poderia me dizer que as matérias que vão ao ar seguem a linha editorial da empresa, essa mesma que se tornou notória em momentos delicados da política Brasileira, como a Campanha das Diretas Já e as Eleições de 1989. De fato, ao tentarem iludir a opinião pública se omitindo diante das atuações medíocres da seleção canarinha, o Jornal Nacional relembra seus tempos de governo Sarney em que as notícias de hiper-inflação inevitavelmente iam ao ar, porém, vide regra, seguidas por outras sobre as oportunidades do crediário. Ou seja, o lado bom da história.

 

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domingo, junho 18, 2006

 

Não, não foi um dia histórico


 

Como é de praxe o brasileiro viveu mais um típico domingo de brasileiro. Jogo da seleção, cerveja gelada, família reunida, churrasco na brasa ou um frango cozido no fogão. A televisão ligadona na Dona Rede Grobo, única TV aberta a "garantir" o direito de transmissão.

Diante dos fatos, talvez poucas pessoas tenham reparado em um dia que poderia ser histórico para o futebol mundial. Não porque a Seleção Brasileira faria a maior goleada na história das Copas. Não porque o estádio Allianz-Arena, em Munique sofreria um ataque terrorista transmitido ao vivo para não sei quantos bilhões de pessoas pela televisão.

Mas simplesmente porque nesse domingo os esquecidos jogadores da Seleção de Togo ameaçaram entrar de greve e não disputar sua próxima partida pela Copa do Mundo contra a Suíça. A possível greve já "resolvida" pela FIFA poderia causar um dano sem precedentes no maior torneio de futebol do mundo.

E mais, provocar uma necessária discussão sobre os rumos do futebol e a divisão do bilionário bolo gerado por ele. Enquanto a Dona FIFA, a Dona UEFA, e também aqui a nossa querida DONA CBF, nadam em rios de dinheiro com seus torneios milionários, contratos de patrocínio, etc. e tal, o futebol no mundo continua miserável reproduzindo as façanhas de desigualdade do capitalismo.

Ou alguém acredita em futebol profissional em Togo?

 

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sábado, junho 17, 2006

 

Um tal saldo de gols


 

Pqp!

Meu tio, um ex-torcedor fanático do Atlético-MG, sempre me falava que se eu tivesse visto ao vivo como o Galo deixou de ganhar ou empatar várias partidas que nos davam título, passagem à próxima fase, ou seja, qualquer jogo decisivo , eu já estaria igual a ele: puto da vida com o futebol.

Esse esporte é osso. Ainda bem que a Seleção Brasileira "ainda" me dá um refresco. Como sempre afirmam meus amigos, estou começando a acreditar que sou pé frio mesmo! Deixa eu explicar.

Conversando com o meu amigo Nikolas concluímos que pela primeira vez desde a Copa de 1982 que é muito provável que nenhuma seleção africana se classifique para a fase final da Copa. E daí? Daí que o euzinho aqui, quieto no meu mundinho, sossegado na vida, ja que meu Galo só joga daqui um mês, cismei de torcer para as seleções da África. Conseqüência:

Primeiro jogo que torci: Togo X Córeia do Sul. Sem muito a comentar, Coréia venceu de virada.

Após, a Tunísia me matou de raiva ao conseguir complicar um jogo fácil contra a medíocre Arábia Saudita. Podia ter balaiado os sauditas, fazer um bom saldo de gols e tentar um empate heróico contra a Ucrânia para se classificar. Mas só para me contrariar toma uma virada e por sorte empata o jogo no final. Resultado: empate em 2 a 2. Complicado, mas ainda há chance.

A Costa do Marfim: essa me fez pensar em visitar um cardiologista. Já no jogo contra a Argentina pressionou o segundo tempo todo atrás do empate, mas no fim derrota de 2 a 1. Agora contra a Holanda, pelas barbas do profeta, meu coração quase num agüentou de raiva. Como que consegue perder, meu povo!? Massacraram a Holanda, perderam gol de tudo quanto é jeito, mas deixa pra lá. Vamos ver se aprende indo embora mais cedo para casa.

A Angola... ah Angola... ahhhhhhhhh Angolaaaaaaaa! A única coisa sobre o futebol a falar é que foi muito briosa contra o México, e um pouco menos briosa contra Portugal, mas o futebol é fraco. Contudo, é essa Angola que me faz repensar naqueles sentimentos perdidos por aí, que nós no nosso mundinho de conto de fadas, do consumismo, do individualismo, do imediatismo, deixamos de lado. Os sentimentos do heroísmo, da bravura, da honra, da hulmidade, e até mesmo da inocência, de jogadores de futebol vindos de um lugar aonde andar de muleta é normal. São esses jogadores, os Palancas Negras é que sim podem ser chamados sem nenhuma dúvida de heróis.

Por último, Gana. Essa sim, parabéns para ela! E por isso que escrevo aqui. Essa conseguiu de todas as formas me tirar do sério. Como uma seleção pode deixar de fazer no mínimo uns 5 gols na forte República Tcheca e depender só de si no último jogo? Como pode os jogadores serem tão inocentes a ponto de ficar repetidamente em impedimento nos minutos finais do jogo? Como pode os Estrelas Negras se vislumbrarem com a honrosa primeira vitória, mas que diante das circunstâncias era apenas uma humilde vitória? Pelo amor dos meu filhinhos!!! O que vi hoje me mata de raiva!

E depois não digam que não falei! Situação real: Gana empata com os Estados Unidos, e os tchecos empatam com os italianos. Então, Rep. Tcheca e Gana empatam com 4 pontos. E aí surge um tal de saldo de gols para definir o segundo classificado do verdadeiro Grupo da Morte.

Logo, a Seleção de Gana pode chorar muito seus inúmeros gols perdidos contra os tchecos.


 

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quarta-feira, junho 14, 2006

 

Jogo dos cinco erros


 

Andei dizendo isso em mesas de boteco na última semana, e devia ter postado aqui no SóMambaia antes do Brasil x Croácia de ontem só pra não me chamarem de oportunista.

O oba-oba, a tietagem e a badulação explícita impediram uma reflexão mais sóbria por parte da imprensa esportiva brasileira sobre as cagadas da CBF e de Parreira na preparação da seleção para esta Copa do Mundo. Algumas delas:

1 - Falta de amistosos: Durante todo o ano de 2006 até a Copa, o Brasil só fez 2 amistosos (porque o jogo contra o combinado de Lucerna na verdade foi um jogo-treino com cara de amistoso, pra Globo transmitir), sendo um contra a Rússia em 1º de Março e o outro contra a Nova Zelândia já às vésperas da Copa. O próprio Parreira reconheceu, em algumas entrevistas coletivas, que não queria testar o time contra adversários mais fortes às vésperas da Copa, e sim dar entrosamento, porque a equipe ficou meses sem se reunir. Bem, não se reuniu porque não quis. Na era Zagallo (95-98), a Seleção, pré-classificada para a Copa seguinte, jogava um amistoso a cada virada da Lua. Agora, a CBF está pecando pela falta, não mais por excesso. Será que não quiseram pagar o milionário cachê da CBF-Nike?

2 - Falta de entrosamento no ataque: Em virtude do problema acima, ocorre o de baixo. O festejado "quadrado mágico" Kaká-Ronaldinho-Ronaldo-Adriano jogou junto pouquíssimas vezes em jogos competitivos. Na Copa das Confederações do ano passado, quando o Brasil, depois de uma estréia com derrota pro México, enfiou côco em todo mundo, firmando-se como favorito à Copa do Mundo, Ronalducho não estava. Na conquista da Copa América de 2004, o Brasil jogou com uma espécie de "time B", ocasião em que Adriano conquistou vaga no ataque titular. No jogo contra a Croácia, ficou evidente que Ronaldo e Adriano estavam jogando na mesma faixa de campo, quase se trombando, e quando o Adriano voltava ao meio pra buscar a jogada (o Ronaldo, fora de forma, não voltava quase nunca), faltava qualidade. Só a entrada de Robinho, retornando o ataque à configuração da Copa das Confederações, consertou o time.

3 - Defesa aberta: Em 2002, Felipão sabia que Cafu e Roberto Carlos jogavam como alas nos seus clubes, e que os dois subiam e não voltavam. Para corrigir o problema, montou o time no 3-5-2 para cobrir as laterais, deixando os dois livres pra apoiar o ataque. Em 2006, repete-se o problema, agravado pelo implacável avanço da idade: Roberto Carlos hoje tem 33, e Cafu 36 anos. E o que o Parreira me faz? Mantêm o 4-4-2 de antanho, deixando Lúcio e Juan pra se virar lá atrás. Émerson, quando dá, volta, mas falta-lhe agilidade. Parreira poderia consertar isso escalando o Edmílson, cortado por contusão - não dá pra contar com a sorte sempre. Contra a Croácia, Lúcio e Juan jogaram como nunca, mas é bom não se enganar, pois são apenas limitados. Basta uma atuação ruim de um deles contra um ataque eficiente e o Brasil volta pra casa mais cedo.

4 - Arrogância: Contaminado pelo oba-oba e favoritismo, Parreira falou algumas bobagens em entrevistas que demonstram uma certa displicência em relação à competição. Disse, por exemplo, que sente-se não como um treinador de futebol à frente da Seleção, mas como um "gestor de talentos". Sobre a Argentina, disse não acreditar em uma final entre os 2 gigantes sul-americanos, pois "se Argentina e Brasil seguirem por caminhos vencedores, se enfrentam antes da final" - o que está incorreto. Disse que não tinha acompanhando um amistoso recente da Croácia, mas que já sabia que a Croácia jogava no 4-4-2 (quando, na verdade, é quase um 4-3-3). Enfim, a postura dele é a de quem só precisa sentar e esperar os craques fazerem seu dever.

5 - O técnico: Finalmente, cabe dizer que o principal equívoco da Seleção é justamente o Parreira. Desde a conquista do tetra, há 12 anos, Parreira não se destacou em nenhum dos clubes brasileiros que treinou, conquistando apenas um Campeonato Brasileiro - o da Série C, pelo Fluminense. Fora isso, teve algumas passagens pelo Oriente Médio que enriquecem muito mais o bolso que o currículo de alguém. Técnico por técnico, Felipão seria uma aposta muito melhor, e a CBF, se tirar o escorpião do bolos, podia ter contratado-o de volta com seus Nike-dólares após a derrota de Portugal na final da Eurocopa de 2004. Leão e Wanderley Luxemburgo, apesar de todas as ressalvas que possam caber sobre eles, também são tecnicamente bem superiores ao velho Parreira. Mas a CBF parece querer alguém pacato, típico funcionário público, pra fazer como o antigo Aymoré Moreira: deixar o time jogar enquanto cochila no banco de reservas.

 

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segunda-feira, junho 12, 2006

 

Clichês de começo-de-Copa: "nível técnico tá muito fraco!"


 

A cada 4 anos é a mesma história: a Copa começa e, no terceiro dia, já tem gente exagerando nas análises e soltando pérolas como a aí de cima.

Vai por mim: acompanho Copa do Mundo desde 1990 (apesar de ter vagas lembranças desconexas de 86 que me deixaram com ódio revanchista da França, posteriormente transferido para o coitado do Alain Prost), e é sempre a mesma conversa.

A Copa de 90 ficou conhecida como a do "futebol feio", retranqueiro, com reduzida média de gols. A Irlanda ficou famosa por chegar às quartas-de-final daquela Copa empatando todos os jogos em 1 a 1 ou 0 a 0, até perder pra Itália. Mas, por outro lado, foi uma Copa com Maradona, Caniggia, Van Basten, Gullit, Careca, Müller, Maldini, Klinsman, Lothar Matthaus, Lineker e o futebol alegre do surpreendente Camarões. Sem falar que os poucos azarões não eliminaram os melhores times, possibilitando épicos duelos como Argentina x Brasil, Itália x Argentina, Alemanha x Inglaterra, Holanda x Alemanha e a finalíssima repeteco Argentina x Alemanha.



Pra 94, a FIFA mudou algumas coisas, dando 3 pontos pra vitória, impedindo o recuo pro goleiro e orientando os juízes a punir com mais rigor a violência e o anti-jogo. Mas de novo, reclamaram do futebol feio. De fato, 94 foi uma entressafra de craques jogando sob o calor escaldante do verão americano em horários feitos sob medida pra TV. Mas a Romênia, a Holanda e a Argentina (até Maradona e Caniggia serem pegos no anti-dopping) jogavam bonito. E, quando faltou técnica, houve emoção de sobra, principalmente na dramática final em que Brasil e Itália esbanjaram incompetência.



Quem já reclamava do nível técnico da Copa começou a ter chiliques e piripaques quando a FIFA elevou o número de equipes particantes para 32, ao invés de 24 como antes, abrindo vagas a rodo pra África, Ásia, América Central e do Norte. Teve jornalista que choramingou a primeira fase inteira, tendo que cobrir partidas até então inimagináveis numa Copa do Mundo como EUA x Irã, Jamaica x Japão e Arábia Saudita x África do Sul. Mas embora não houvesse nenhuma equipe excepcional naquela Copa, Holanda, França, Croácia, Iugoslávia, Argentina, Inglaterra e até o Brasil tinham seus momentos de brilho. Sem falar em grandes duelos das quartas-de-final em diante: Argentina x Holanda, Itália x França, Brasil x Holanda e o memorável 3 a 0 imposto pela Croácia na decadente Alemanha. Pena que todo mundo só lembra dessa Copa pra especular sobre o "troço" que Ronaldinho sofreu antes da final.



Veio 2002, e tome a mesma vitrola quebrada. O fato da FIFA sediar o mundial no Japão e Coréia do Sul, dando a 2 seleções meia-boca a cabeça de chave e avacalhando o sorteio todo - possibilitando a criação de um "grupo da morte" ridiculamente difícil foi só o começo do problema. Depois, vieram as arbitragens suspeitas para os times da casa, e os favoritos foram caindo antes da hora. Por outro lado, o Brasil tinha sua melhor seleção em muitos anos, com Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho em grande fase. Uma Copa de um time só ainda assim pode encher os olhos - vide Holanda em 74. Além do Brasil, mas num plano existencial abaixo, podíamos citar a própria Inglaterra e o azarão Senegal como destaques daquele torneio.



É natural que a Copa do Mundo seja disputada num nível técnico um tanto inferior ao que se vê nas milionárias e globalizadas ligas européias. Afinal, os jogadores vêm de uma temporada longa, estão menos entrosados que em seus clubes e jogam priorizando a retranca, já que na Copa toda partida é decisiva e uma derrota, mesmo que na primeira fase, é quase uma garantia de fracasso. Os tempos da Copa do Mundo como única oportunidade de ver os astros do futebol de diferentes países se enfrentando já ficaram para trás há uns 20 anos. É um processo irreversível, exceto se alguém estiver disposto a pagar aos jogadores sul-americanos e africanos a mesma fortuna que ganham em seus clubes para se dedicar somente à seleção e às falidas ligas de seus países.

E parem de reclamar, afinal, quem assiste Campeonato Brasileiro não pode reclamar de nível técnico - ainda mais atleticano, agora acostumado à horrenda Série B.

 

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domingo, junho 11, 2006

 

Copiaram minha idéia!


 

Foi só eu falar, aqui no SóMambaia, que seria uma boa fazer uma camisa 12 pro Rogério Ceni entrar como jogador de linha pra cobrança de pênaltis e o Galvão Bueno já foi perguntar ao Arnaldo César Coelho se tal coisa era possível. O comentarista de arbitragem ficou de pesquisar, afinal, o Ceni foi inscrito na Copa como goleiro.

De fato, a FIFA exige que, dentre os 23 jogadores inscritos por cada seleção participante da Copa, 3 sejam goleiros. Até a Copa de 98, as seleções podiam inscrever 22 jogadores (um a menos que hoje), mas não havia a exigência de 3 goleiros - a maioria levava 3 por precaução, mas algumas achavam que 2 bastavam e levavam um jogador de linha a mais. Talvez incomodada com a possibilidade de uma seleção ficar sem goleiros durante a Copa, a FIFA fixou essa exigência de 3 goleiros a partir de 2002, mas ampliando para 23 o número de inscritos, satisfazendo todas as partes.

Como o Rogério foi inscrito como goleiro, a FIFA poderia "encasquetar" com sua escalação na ponta-direita, por exemplo. Poderia dizer que a delegação brasileira burlou o regulamento, ao inscrever um jogador de linha como goleiro. Claro que isso seria uma grosseira ignorância, já que é público e notório que Rogério Ceni atua como goleiro pela Seleção e pelo São Paulo. Basta explicar que Rogério é um goleiro-atacante.

Aliás, alguém se lembra que o lendário goleiro mexicano Jorge Campos atuou na Copa de 98 usando um uniforme idêntico ao dos jogadores de linha, porém invertido?



Claro, se o time estivesse de verde, ele jogava de branco, e vice-versa. Imagino que a idéia era, dependendo do jogo, tirar algum jogador de linha e colocar o goleiro-reserva, que levaria pro Campos a camisa 1 de linha, para que este "subisse" para o ataque. O Campos fazia isso direto jogando pelo UNAM, na liga mexicana. Só que na Copa do Mundo não tiveram coragem.

 

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terça-feira, junho 06, 2006

 

Ritmo de Copa do Mundo!


 

A Copa do Mundo vem aí lá lá lá lá...

Sexta começa mas uma Copa do Mundo, e de quatro em quatro, sentamos de novo com a mãe, irmãos e irmãs, com os avós, tios e tias, os primos a muito tempo não vistos, o vizinho chato do andar de cima, resumindo, aquela patota toda em prol do Escrete Canarinho.

Sem delongas, ODEIO tudo isso!

E acho que não estou sozinho. Eu, você, todos e todas que respiram diariamente o esporte bretão, que não conseguem passar um dia da eterna vida cotidiana sem falar, ler, ouvir, escrever, pensar, resmungar alguma coisinha do esporte mais popular do mundo.

Somos nós, que de 4 em 4 anos recebemos a "benção" da tortura de se assistir um jogo de futebol ao lado de pessoas que assistem jogo de futebol coincidentemente de 4 em 4 anos.

E aqui falo sem preconceitos, mas é osso ouvir: "tira o Roberto Carlos, coloca o Robinho!!!", "Pelo amor de Deus que gol que o Ronaldinho errou! (quem errou foi o Kaká!)", "Ah eu preferia o Romário no lugar do Adriano".

Se ficasse nisso ainda ia! Mas o que dizer do nosso celebrado, abalizado, admirável, brilhante, célebre, claro, conceituado, conspícuo, destacado, digno, distinto, egrégio, eminente, esclarecido, excelente, excelso, exímio, famoso, fidalgo, formoso, idôneo, ilustre narrador de todas as Copas, Senhor Gagá Bueno.

É isso mesmo!!! 99% dos torcedores deste País vão ter novamente o demérito, azar, desdita, desfortuna, desgraça, desventura, enguiço, fatalidade, infelicidade, infortuna, infortúnio de ver Galvão Bueno disparatar seus delírios nacionalistas durante a transmissão dos jogos da Seleção Brasileira. Digo novamente, só para te lembrar da última Copa do Mundo Japão/Coréia 2002 em que você também teve que assistir o nosso selecionado pela Vênus Platinada.

E ainda falam em livre concorrência. Perguntem a ESPN Brasil o que é fazer concorrência à Rede Grobro, mesmo na Tv fechada!

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=383FDS004

E enquanto isso Sílvio Santos deve estar a cantar:
"A Copa do Mundo vem aí lá lá lá lá
e de novo não vamos mostra lá lá lá lá
E deixa a ESPN se ferrar lá lá lá lá
Porque a Globo quer monopolizar lá lá lá lá"

 

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sábado, junho 03, 2006

 

Candidato a saco de pancada na Copa: TOGO


 

Togo, o menor e mais obscuro país africano a disputar uma Copa do Mundo, fez um amistoso de preparação nesta sexta-feira contra a seleção de Liechtenstein, em Vaduz, e venceu por um mísero 1 a 0.

Para se ter uma idéia da gravidade da situação: Liechtenstein é um minúsculo principado entre a Suiça e a Áustria, onde vivem 33 mil almas. Ou seja, jogar contra Liechtenstein é mais ou menos como enfrentar uma seleção de Matozinhos (MG).

Bom, vai ver o técnico tava usando o amistoso para testar modificações, jogadores reservas, e não estava preocupado com o resultado. Melhor que seja assim.

 

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quarta-feira, maio 31, 2006

 

Meio cheio ou meio vazio?


 

Galo empata em 0 a 0 com o Guarani de Campinas e cai pra 7ª posição.

Os otimistas vão dizer que o campeonato está bem equilibrado e, graças aos outros resultados da rodada, o Galo está a apenas 4 pontos da liderança.

Os pessimistas vão dizer que o campeonato está bem equilibrado e, graças aos outros resultados da rodada, o Galo está a apenas 4 pontos da ZONA DE REBAIXAMENTO PRA SÉRIE C!

 

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Rogério com a 12... de linha! Por que não?


 

Tenho uma idéia maluca. Podem me xingar, ou ligar pro Galba Veloso.

Mas se eu fosse técnico da seleção ou algum bam-bam-bam da CBF, mandava a Nike fazer pro Rogério Ceni uma camisa 12 de linha. Tipo a que está aí embaixo (da seleção de Futsal):



Alguns times dão a camisa 12 pra jogadores de linha, então não seria tão estranho pra Nike fazer uma camisa 12 pro Ceni. Claro, o Ceni também teria seu uniforme normal de goleiro. A idéia é a seguinte:

14 minutos e meio do segundo tempo da prorrogação de uma partida decisiva da Copa. Tudo caminha pros pênaltis. Digamos que você ainda pode fazer uma substituição. Tá todo mundo com meio palmo de língua pra fora. Você manda o Rogério Ceni assinar a súmula, afinal, ele é um bom batedor de pênalti. Mas não vale a pena sacar o Dida, que é um bom pegador (além do quê, seria uma puta sacanagem tirar o goleiro justamente na hora que ele pode ser o herói do jogo). Aí entra a camisa 12 de linha feita por encomenda da Nike: o Rogério Ceni pode entrar no lugar de um brucutu qualquer que não bate pênalti bem (sei lá, um Lúcio da vida). Elemento surpresa, ninguém vai entender nada! Os minutos de prorrogação restantes o Ceni vai passar no ataque, tentando atrair a marcação (se bem que é perigoso a defesa adversária adotar a tática "esse aí pode deixar que a natureza marca"). Na hora das cobranças, você tem o Dida cobrando e o Ceni entre os batedores. O melhor dos mundos.

Claro, se der errado, vão te chamar de palhaço e dizer que "com futebol não se brinca". Mas não custa sonhar...

 

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Gol de goleiro vale dois?


 

Bom, para agradar o Dr. Rafael e outros leitores que têm chiado contra a esmagadora maioria de posts sobre o Atlético neste blog - ora, o que vocês poderiam esperar de dois atleticanos doentes? - vai aí um vídeo fresquinho de um amistoso realizado nessa terça-feira entre Colômbia (que não vai pra Copa) e Polônia.

Teaser: é um gol de goleiro. Mas não um gol de goleiro como virou moda recentemente, dos seguidores de Ceni, Higuita ou Chilavert que se aventuram no campo de ataque adversário para cobrar faltas, pênaltis ou cabecear escanteios. E sim um gol de goleiro como aqueles que a gente tentava no totó (em alguns planetas conhecido como "pebolim" ou coisa assim): um chutão lá da intermediária que enganou o goleiro adversário no quique da bola.

O autor da façanha é Luís Martinez. Já o peruzeiro do outro lado é o Kuszczak, que para alívio dos poloneses não deve ser o titular na Copa...

 

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domingo, maio 28, 2006

 

Sai Lori, entra Levir


 

Se o nosso companheiro Bruno Caldeira não estivesse limitado por um teclado bichado, diria que contratar Levir quando o Cerezo está clamando por uma chance é desperdício.



Levir Culpi, técnico de número 5.839 da gestão Ricardo Guimarães no Galo. Foto de Paulo Figueiras, do site Superesportes

De toda forma, não deixa de ser um avanço em relação ao antigo treinador. Mas tem que ouvir o que um comentarista da Itatiaia (acho que o Marcelo Abbras) disse: o Levir tem que vir pra treinar o Atlético, e não pra ser "dono" do time. E faz-se necessário um diretor forte, que seja do ramo (não este picareta bigodudo que está aí, mamando nas tetas magras do clube), pra peitar os estrelismos de Levir. Nunca é demais lembrar o famoso caso Levir X Ramón (o Menezes, meia que hoje está no Vasco), em 2002, quando o treinador implicou justamente com o melhor meia-armador do Galo nos últimos anos, só pro Ramón sair do Galo levando uma bolada em FGTS atrasado, e deixando o fraquíssimo Bosco em seu lugar no time titular. Se tivesse um diretor de futebol no Galo na época, ao invés do falastrão Kalil, talvez a história tivesse sido diferente.

Finalmente, há que se dizer que o problema no Atlético é muito mais sério que uma simples mudança de treinador possa solucionar. A mudança tem que ser profunda, começando pelo Sr. Ricardo Guimarães, que já errou tudo o que tinha direito e mais um pouco, passando pela diretoria sem-vergonha e pela cultura nefasta de atrasar salário e fazer dívidas na praça.

 

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sábado, maio 27, 2006

 

Só podia dar nisso: treino da Seleção termina em confusão


 

Entre preparar a Seleção para uma Copa do Mundo e lucrar com o "Show do Futebol Brasileiro - presented by Nike", a CBF fez a segunda opção. Enquanto outras seleções se refugiam do assédio e fazem amistosos mais ou menos exigentes - Gana, por exemplo, jogou contra Turquia, os Estados Unidos perderam pra Marrocos em casa antes de viajar pra Alemanha e a Inglaterra colocou os reservas pra jogar contra Bielo-Rússia - a seleção brasileira (que só vai fazer amistosos contra um combinado de Lucerna e a fraca Nova Zelândia) hospedou-se na cidadezinha suiça de Weggis, que não tem a menor estrutura, muito menos vontade, pra evitar o assédio demasiado dos fãs vindos de toda parte da Europa (principalmente brasileiros). Afinal, o comércio da pequena Weggis deve estar lucrando como nunca com a multidão que a invade em troca de uma foto com Ronaldinho Gaúcho, e que não se importa em pagar 10 Euro no ingresso pra assistir os treinos, aliás já esgotados. De acordo com o site Superesportes, do Estado de Minas, "uma grande feira, com mais de 70 barracas e stands de grandes empresas foi montada em torno do estádio em que a Seleção treinará".



Foto de Fernando Lano - AP

De acordo com Américo Faria, supervisor da CBF, Weggis era na verdade a terceira opção, mas foi escolhida porque ofereceu dinheiro. Quer dizer, Weggis e a CBF lucram às custas de uma preparação decente para a Seleção. Se a grana paga à CBF fosse reinvestida no falido futebol brasileiro (principalmente nos clubes pequenos do interior do País), menos mal. O problema é que ninguém sabe ao certo para onde vai o dinheiro da CBF - só sabemos que o haras de Ricardo Teixeira a cada dia tem um novo sangue-puro.

A mídia, claro, só quer saber de oba-oba e acha até graça nas barangonas invadindo o campo pra abraçar e passar a mão na bunda do Ronaldinho. Mas nosso companheiro de "SóMambaia" Bruno Caldeira já cantou a pedra: se a Seleção não ganhar a Copa, já temos um culpado.

 

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terça-feira, maio 23, 2006

 

A diferença que faz um planejamento


 



Cruzeiro: líder do Brasileiro há 4 rodadas da pausa para a Copa do Mundo.



Atlético: perigando chegar à pausa da Copa fora da zona de acesso para a Série A.

Fotos: Juarez Rodrigues e Emmanuel Pinheiro, "Superesportes"

O Cruzeiro incluiu no seu planejamento, no início do ano, a meta de terminar o 1º semestre do Brasileirão na liderança. Por que essa fixação com "a pausa da Copa"? Porque durante e após a Copa do Mundo o mercado futebolístico mundial fervilha. Além da natural "janela de transferência" desta época, que equivale à pré-temporada das grandes ligas européias (começam em Agosto), muitos medalhões aproveitam a Copa para se aposentar em grande estilo, enquanto jogadores até então desconhecidos dos Trinidad-Tobago da vida viram estrelas da noite pro dia. A agitação e o fluxo de grana decorrente acabam abrindo cobiçadas vagas no futebol europeu para um Wágner, do Cruzeiro, ou um Bruno, do Atlético. De modos que nenhum treinador pode dizer ao certo que elenco terá em mãos quando a Copa terminar, em Julho. Terminar o primeiro semestre bem permite que alguns percalços no recomeço da temporada não comprometam o ano todo.

Para o Galo, o termo "planejamento" não parece fazer muito sentido. Estamos em Maio e o treinador ainda não tem um time acertado. Um Ramón ou um Bruno saindo depois da Copa embaralha ainda mais o quebra-cabeças do Lori. Galo e Cruzeiro têm o luxo de disputar um estadual meia-boca, tendo à sua disposição 8 equipes do interior (tirando o Ipatinga), quase sempre montadas às pressas, pra servir de "sparring" e testar o que quiserem no time ao longo da primeira fase, pare chegar ao Brasileiro e às fases decisivas da Copa do Brasil com o time definido. Mas a diretoria do Galo tem por costume contratar só em cima da hora, sempre privilegiando quantidade, não qualidade. A conclusão é que nada foi aprendido da tragédia de 2005.

O Galo enfrenta o Sport Recife hoje na Ilha do Retiro. Se perder (o que é até o resultado mais provável), pode cair pra oitava posição.

Já diz o velho ditado: quem toma gosto pela Série B pode não sair dela nunca mais (exceto se cair pra C)...

 

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segunda-feira, maio 08, 2006

 

Atlético-MG clube de futebol tradicional...


 

Atlético-MG, clube de futebol tradicional que a 5 anos não ganha nem um título, sequer o estadual.

Atlético Mineiro, clube brasileiro, dos considerados grandes, com o maior jejum de títulos nacionais, ou seja, Brasileiro ou Copa do Brasil, já que sua maior conquista tarda do ano de 1971.

Galo Forte Vingador, clube que mais uma vez decepcionou sua torcida na Copa do Brasil perdendo de 4 a 1 para o Flamengo, seu maior rival, no dia 26/04.

Sábado, 29/04, Atlético-MG 5 X 0 CRB pela Série B do Brasileiro com público pagante de pouco mais de 22 mil sofredores.

Quarta, dia 03/05, jogo de volta da Copa do Brasil, com o Galo tendo que reverter uma vantagem de 3 gols. Atlético-MG 0 x 0 Flamengo. Público pagante: 44 mil pagantes!!!
Maior público da semana em todos jogos das diferentes competições disputadas em território nacional, inclusive o clássico pela Libertadores entre São Paulo e Palmeiras, e outros clássicos pelo Brasileirão!

E a imprensa brasileira?
Sempre louvando os públicos grandes dos times do Norte e Nordeste, fazendo sua mea-culpa, já que 80% de sua cobertura esportiva é dedicada aos times de São Paulo e Rio. Imprensa brasileira, que sempre vangloria a torcida "fiel", aquela mesma responsável pelas cenas repugnantes de quarta-feira, que assustaram até os "acostumados" argentinos.

E aqui cito a torcida "fiel" porque sei que hoje segunda-feira nossos jornais televisivos em cadeia nacional de TV aberta ou fechada, vão eternamente debater e rebater as cenas de violência daquela "fiel" e da crise do clube "fiel" Sport Clube Corinthians.

Enquanto isso, nós fora do eixo, vamos apenas escutar uma citação dessas mea-culpa, do tipo é impressionante, no Nordeste só temos casa cheia; a torcida do Grêmio é a mais argentina das torcidas.

Assim, continuamos vivendo e sofrendo, meu povo atleticano! com o nosso Clube Atlético Mineiro, galo forte vingador, clube de futebol tradicional do Brasil, com a torcida mais constante, fiel, leal, dedicada e, infelizmente, sofrida deste País.

 

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sexta-feira, maio 05, 2006

 

Copa do Brasil: a raspa do tacho


 

Definidas as semi-finais da Copa do Brasil deste ano:

Flamengo x Ipatinga
Fluminense x Vasco da Gama

O Vasco venceu ontem o Volta Redonda por 2 a 1 no São Januário e garantiu a última vaga. O Voltaço esteve classificado durante 4 minutos ontem, quando empatava por 1 a 1 (o jogo em Volta Redonda ficou no 0 a 0), mas levou um gol de Edílson e está fora. Com isso, o Voltaço perdeu a chance de ser o único campeão da Copa do Brasil a não participar de nenhuma das divisões do Campeonato Brasileiro, já que a equipe fez uma campanha ruim no Estadual e não se classificou pra Série C deste ano. Em conseqüência, a boa equipe do interior fluminense deve ser desmontada, já que não terá mais nenhum torneio profissional para disputar até o Carioca do ano que vem. Coisas do futebol brasileio.

Mantendo a escrita dos últimos anos, equipes meia-boca da Série A do Brasileirão, acompanhadas de um ou outro azarão, aproveitam a ausência dos participantes da Libertadores para levar a melhor na Copa. A Copa representa a única chance realista de classificação pra Libertadores do ano seguinte para times como Flamengo e Vasco, que há anos não se acertam e se safam do rebaixamento pra Série B por milagre, ou pelo apito amigo. Se bater o Ipatinga, o Flamengo terá chegado à terceira final de Copa do Brasil desde 2003. Isso em si reflete o baixo nível técnico do torneio.



Rodrigo Posso, goleiro do Ipatinga. Foto de Marcos Michelin, do Superesportes

Já o Ipatinga luta para manter a série de campeões "azarões" da Copa, iniciada pelo Santo André em 2004 e continuada pelo Paulista de Jundiaí em 2005. A diferença é que estas 2 equipes disutam a Série B do Brasileirão, ao passo que o Ipatinga poderá ser o primeiro time da Série C a vencer a Copa - o que seria o mesmo tempo um mérito para o Tigre do Vale do Aço, mas uma vergonha para os times tradicionais.

 

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quarta-feira, maio 03, 2006

 

Receita para um Desastre


 



Mineirão cheio, torcida empolgada, Galo precisando reverter resultado em partida decisiva, todos os seus amigos pé-frios resolveram ir ao estádio...


Enfim, todos os ingredientes para mais um desastre atleticano...

 

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Os donos do futebol...


 

Quarta-feira à noite, rodada decisiva de Copa do Brasil e Taça Libertadores. Algum interesse? Dá uma olhada no nível das competições

Copa do Brasil

O torneio que começou às escuras no Brasil teve seu ápice na final entre Corinthians Paulista e Grêmio Porto Alegrense em 1996, com transmissão AO VIVO do SBT, batendo a Globo e tudo mais! Bons tempos aqueles que a competição propiciava clássicos homéricos.

Mas aqui chego ao meu 1º ponto.

O que fizeram os donos do futebol no Brasil? Impediram a participação dos melhores times de futebol do País, pelo menos na teoria, já que esses disputariam a Taça Libertadores, e incharam a competição com mais de 100 times. Resultado: times pequenos briosamente conquistaram a Copa nos últimos anos, mas que de fato refletem a pobreza da competição. Só o Flamengo, por exemplo, conseguiu chegar duas vezes na final e esse ano ainda corre o risco de chegar. Quer dizer, o mesmo Flamengo que lutou contra o rebaixamento no Brasileiro nos últimos anos!!!
E os jogos de hoje? Alguém ainda acredita em uma competição com 4 cariocas e três mineiros nas quartas-de-finais? Cadê os paulistas

Taça Libertadores

Os paulistas, melhores times de futebol do Brasil estão aqui. E o que vemos é os melhores também não são lá essas coisas! Apesar de todo lobby não consigo ver o São Paulo como esse timaço. Um time que ganhou o Campeonato Mundial da Fifa em circunstâncias que só refletem o empobrecimento técnico das competições, inclusive a Liga dos Campeões (explico lá embaixo). O Corinthians é outro que não consegue convencer ninguém e o Palmeiras que nem chegou a enganar. Goiás e Inter, o que falar? Times de futebol bem organizados.
Mesmo com tudo isso, nossos melhores times que não são nenhuma maravilha, são muito melhores que 99,99999999...% dos adversários internacionais!!! Abel Braga teve a cara de pau de falar que o grupo do Internacional era forte porque só tinha campeões nacionais: Nacional (Uruguai), Maracaibo (Venezuela) e Pumas (México). E daí? Alguém acredita nesses times.

Aqui chego a meu segundo ponto.

Os donos do futebol na América avacalharam a competição que em sua melhor época tinha os melhores de cada país, quer dizer o Campeão nacional e o da Copa. Agora! Agora, alguém acredita em uma competição que 6, digo 6 times brasileiros disputam! Num sei quantos equatorianos, venezuelanos, peruanos! Quem é o 3º colocado do campeonato peruano? Alguém sabe? Pois ele deve disputar a Libertadores. E os argentinos, com o futebol mais doente ainda que o brasileiro, exportando aos milhares seus melhores jogadores! A última pé de cal foi dada no ano passado quando permitiram a final entre clubes do mesmo país. Acabou, a Libertadores virou um mini-brasileiro!
E aí chegamos a discrepância do 3º colocado no campeonato nacional brasileiro, ser campeão da Libertadores, e enfrentar na Campeonato Mundial da Fifa o 4º colocado do campeonato nacional inglês, campeão da Liga dos Campeões (os donos do futebol na Europa conseguiram, incrível, eles conseguiram!).

E aí, chego ao terceiro ponto e paro!

É esse futebol que queremos para nossos filhos? Dá uma olhadinha na Copa do Mundo! Alguma coisa errada ali? Coréia disputando semifinal, Turquia, Bulgária...

Será que os donos do futebol no Mundo conseguem? Eu acho que já estão conseguindo!

 

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domingo, abril 30, 2006

 

Sonegar Informação é Respeitar o Telespectador?


 

Tem coisas que só a televisão brasileira faz por você...

O Nivaldo Prieto, narrador da Band, estava transmitindo Siena 0 x 3 Juventus (foto abaixo) pelo Campeonato Italiano hoje pela manhã, e durante a partida ia dando os resultados dos demais jogos da rodada. Exceto o de Milan X Livorno. Como se sabe, a duas rodadas do final, somente o Milan poderá tirar o título da Vecchia Signora, que tem 3 pontos de vantagem. Portanto, qualquer gol marcado no jogo do Milan seria fundamental para o desfecho da temporada.

A explicação do Prieto: não ia informar o resultado do jogo do Milan, para que o telespectador pudesse assistir ao VT daquela partida, que seria exibida mais tarde, no mesmo bat-canal, com o suspense de quem não sabe o resultado. Como se qualquer site de futebol da internet (inclusive o da própria Band) não pudesse informar o resultado do jogo (2 a 0 pro Milan) muito antes do VT da Band ir ao ar. Quem não tem acesso à internet, aparentemente, fica refém da grade de programação da Band.

Será correto sonegar informação a quem quer saber só pra manter o suspense de quem não quer saber? Coincidência ou não, entre as duas opções a Band tomou a que lhe seria mais conveniente, ou seja, manter o suspense para aumentar a audiência de seu VT. Compreende-se: os direitos de transmissão da Série A devem estar bem salgados pra se abrir mão do 2º jogo do Domingão.

 

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Illusion, Confusion


 

Foi só o Galo meter 5 cocos no fraquíssimo CRB (eterno candidato ao rebaixamento pra Série C) que a crônica esportiva mineira já começou a se empolgar para o jogo de volta contra o Flamengo na quarta-feira, pela Copa do Brasil, levando consigo a sempre ingênua torcida alvi-negra.

Não é de hoje que a torcida atleticana vive na gangorra entre arroubos de falsa rendenção (como na reação contra o Fortaleza, ou na inútil seqüência de vitórias na reta final do Brasileirão do ano passado) e decepções acachapantes (tipo levar de 3 do Brasiliense ou Democrata de Sete Lagoas). Vão da indignação ao deslumbramento em questão de 2 gols. Em boa parte, essa "inconsciência" do torcedor tem como combustível uma mídia esportiva que não reflete, que desistiu de ser uma "voz ponderada" e se deixou levar na gangorra de altos-e-baixos, sempre com mais baixos que altos.

Espera-se um Mineirão cheio (lotado já seria esperar demais) na quarta-feira, mesmo com o Galo precisando vencer por pelo menos 3 a 0 pra ir às semi-finais. Eu, pelo menos, não acredito. Vejo apenas mais uma decepção à vista, com o Galo perdendo o que pode ser sua última chance de vencer uma Copa do Brasil "esvaziada", já que a partir de 2007 a CBF planeja encaixar também os times da Libertadores na competição

 

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 Nikolas Spagnol - Jornalista, atleticano sofredor, tradicional saco de pancadas do futebol de botão e frangueiro de pelada.

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